A vida é a arte do desencontro

A vida é a arte do desencontro". Cabe a nós, deambulantes, deslindar os nós a que nos propomos ou que o destino nos propôs. Cabe a nós, almas errantes, cortar o fio que nos conduz se assim o entendermos, para isso temos a razão: decidir: deslindar ou romper. Porém há vezes em que a razão é toldada por algo indecifrável, desgraçadamente poderoso. Estanques, em nós, por dentro, já nem o próprio pensamento controlamos e as palavras vagueiam incoerentes, soltas, libertinas (não livres, antes presas, muito presas, prisioneiras, escravas). Todo o ser se transforma, o próprio olhar muda. Brilha desmesuradamente. Cega camufladamente. O sorriso sorri impertinentemente sem motivo aparente. O pensamento descontrolado permite ao sorriso sorrir sem que tivesse perguntado à mente.
Perdidos, nesta arte de desencontros que a vida é, vivemos, sem saber se vivemos mesmo ou se apenas projetamos nesta vida o esboço de um desenho inacabado, o tronco de uma árvore qualquer, a asa de um corvo, a cor num pincel, uma tela em branco, vazia, um livro por folhear, desfolhar se a raiva deixar, uma canção por cantar, um poema por fazer, dizer, morrer, um filho por ter, um amor por viver, vinho por beber, mergulho por dar, vestido por vestir, grito por gritar, abafado, mudo. A vida é a arte do desencontro. Cabe a nós deambulantes, deslindar os nós a que nos propomos ou que o destino nos propôs.

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LEARN from Rick Mereki on Vimeo.

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Sonhar
Mais um sonho impossível
Lutar
Quando é fácil ceder
Vencer
O inimigo invencível
Negar
Quando a regra é vender
Sofrer
A tortura implacável
Romper
A incabível prisão
Voar
Num limite improvável
Tocar
O inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar esse mundo
Cravar esse chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã, se esse chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu delirar
E morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão

Chico Buarque

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New view

Daqui uns dias vou completar quase 10 meses que estou fora da sala de aula, isto é, não mais atuando como professora e sim na parte administrativa da educação. E após assistir um episódio da Nurse Jackie, resolvi fazer esse post auto-biográfico. Agora, menos estressada e envolvida com todas as situações que se enfrenta em uma escola, e mais atenta aos outros tipos de trabalho, chego a triste conclusão: todos os setores se encontram problemas, dificuldades de convivência e casos extremos de loucura... (não apenas na educação, como pensava antigamente) Na escola, encontramos exemplares, alguns ainda in cubus de todo esse rol que irá se disseminar pela sociedade. Sabe, estou aliviada...

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Of my own thoughts it is folly to speak. Swooning, I staggered to the opposite wall. For one instant the party upon the stairs remained motionless, through extremity of terror and of awe.(...)"Poe, Edgar. The black cat

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" Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história... "Fernando Pessoa

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música da minha formatura

Dreams

(Cranberries - )

Oh my life
Is changing everyday
Every possible way

Though my dreams
It's never quite as it seems
Never quite as it seems

I know I felt like this before
But now I'm feeling it even more
Because it came from you

And then I open up and see
The person falling here is me
A different way to be

La larara larara larara la

I want more
impossible to ignore
impossible to ignore

They'll come true
impossible not to do
impossible not to do

And now I tell you openly
You have my heart so don't hurt me
You're what I couldn't find

A totally amazing mind
So understanding and so kind
You're everything to me

Oh my life
Is changing everyday
In every possible way

Though my dreams
It's never quiet as it seems
Cause you're a dream to me

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"Ter êxito, eis o ensinamento destilado gota a gota pela corrupção que avança. Diga-se de passagem, não há nada mais odioso que o sucesso. Sua quase semelhança com o merecimento engana muito os homens. Para a multidão, êxito é o mesmo que superioridade. O sucesso, sósia do talento, tem um ingênuo que nele crê facilmente: a história. (...) Hoje em dia, uma filosofia quase oficial entrou em intimidade com a história, vestindo-lhe a libré e fazendo-lhe o serviço de porteiro. Ser bem-sucedido: eis a teoria. Progresso supõe capacidade. Ganhar na loteria: eis o máximo da habilidade. Quem triunfa é bem quisto. Tudo está em nascer com uma boa estrela. Tenham sorte, o resto virá depois; sejam felizes, e o mundo tê-los-á como grandes. Fora cinco ou seis excessões notáveis que constituem o brilho de todo um século, a admiração contemporânea é simples miopia. O que é simplesmente dourado passa por ouro puro. Ser o primeiro a chegar não constitui honra, a não ser que se chegue a ser alguma coisa. É o vulgar e velho Narcizo adorando a própria imagem, aplaudindo a vulgaridade."


Victor Hugo, Os Miseráveis, Fantine, Livro primeiro

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“Inconscientemente, parecia querer buscar em autores, filmes e músicas, algum tipo de consolo. Como se alguém precisasse chegar bem perto de mim, colocar um das mãos em meu ombro e dizer que aquilo era normal. Que acontecia também com outras pessoas... E que iria passar. Que realmente a dor um dia iria passar..."

(Caio Fernando Abreu)

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How would apple explain sexuality to kids ( como a Apple explica a sexualidade para as crianças)

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Inaugurando 2010...eitcha saudosismo besta...

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Divagações sobre desejos

Embora não concorde com todo o assunto do artigo e nem com aqueles que fornecem fórmulas mágicas para se viver melhor a dois, ou a arte da conquista, achei bem fundamentada e redijido, e principalmente quando toca no assunto que existe a possibilidade das pessoas manterem um relacionamento por diversas razões( menos a principal, o amor) ou fujam deles...Faz algum tempo que tenho divagado sobre tal comportamento e vejo que há mais pessoas tentando comprovar tal teoria...

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blog da danuza

Eba...achei o blog da Danuza, na verdade é uma alma caridosa que recolhe os seus texto e os agrupa em um blog...agora, não precisarei que a divina providência se encarregue, beberei desta nova fonte!

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Ser mulher ...por Danuza Leão

Quantas mentiras nos contaram; foram tantas, que a gente bem cedo começa a acreditar e, ainda por cima, a se achar culpada por ser burra, incompetente e sem condições de fazer da vida uma sucessão de vitórias e felicidades.

Uma das mentiras:

É a que nós, mulheres, podemos conciliar perfeitamente as funções de mãe,
esposa, companheira e amante, e ainda por cima ter uma carreira profissional brilhante..

É muito simples: não podemos.

Não podemos; quando você se dedica de corpo e alma a seu filho recém-nascido, que na hora certa de mamar dorme e que à noite,
quando devia estar dormindo, chora com fome, não consegue estar bem sexy quando o marido chega, para cumprir um dos papéis considerados obrigatórios na trajetória de uma mulher moderna: a de amante

Aliás, nem a de companheira; quem vai conseguir trocar uma idéia sobre a poluição da Baía de Guanabara se saiu do trabalho e passou no supermercado rapidinho para comprar uma massa e um molho já pronto para resolver o jantar, e ainda por cima está deprimida porque não teve tempo de fazer uma escova?

Mas as revistas femininas estão aí, querendo convencer as mulheres - e os maridos - de que um peixinho com ervas no forno com uma batatinha cozida al dente, acompanhado por uma salada e um vinhozinho branco é facílimo de fazer - sem esquecer as flores e as velas acesas, claro, e com isso o casamento continuar tendo aquele toque de glamour fun-da-men-tal para que dure por muitos e muitos anos.

Ah, quanta mentira!

Outra grande, diz respeito à mulher que trabalha; não à que
faz de conta que trabalha, mas à que trabalha mesmo. No começo, ela até tenta se vestir no capricho, usar sapato de salto e estar sempre maquiada; mas cedo se vão as ilusões. Entre em qualquer local de trabalho pelas 4 da tarde e vai ver um bando de mulheres maltratadas, com o cabelo horrendo, a cara lavada, e sem um pingo do glamour - aquele - das executivas da Madison.

Dizem que o trabalho enobrece, o que pode até ser verdade. Mas ele também envelhece, destrói e enruga a pele, e quando se percebe a guerra já está perdida.

Não adianta: uma mulher glamourosa e pronta a fazer todos os charmes - aqueles que enlouquecem os homens - precisa, fundamentalmente, de duas coisas: tempo e dinheiro.

Tempo para hidratar os cabelos, lembrar de tomar seus 37 radicais livres, tempo para ir à hidroginástica, para ter uma massagista tailandesa e um acupunturista que a relaxe; tempo para fazer musculação, alongamento, comprar uma sandália nova para o verão, fazer as unhas, depilação; e dinheiro para tudo isso e ainda para pagar uma excelente empregada - o que também custa dinheiro.

É muito interessante a imagem da mulher que depois do expediente vai ao toalete - um toalete cuja luz é insuportavelmente branca e fria, retoca a maquiagem, coloca os brincos, põe a meia preta que está na bolsa desde de manhã e vai, alegremente, para uma happy hour.

Aliás, se as empresas trocassem a iluminação de seus elevadores e de seus banheiros por lâmpadas âmbar, os índices de produtividade iriam ao infinito; não há auto-estima feminina que resista quando elas se olham nos espelhos desses recintos.

Felizes são as mulheres que têm cinco minutos - só cinco - para decidir a roupa que vão usar no trabalho; na luta contra o relógio o uniforme termina sendo preto ou bege, para que tudo combine sem que um só minuto seja perdido.

Mas tem as outras, com filhos já crescidos: essas, quando chegam em casa, têm que conversar com as crianças, perguntar como foi o dia na escola, procurar entender por que elas estão agressivas, por que o rendimento escolar está baixo.

E ainda tem as outras que, com ou sem filhos, ainda têm um namorado que apronta, e sem o qual elas acham que não conseguem viver . Segundo um conhecedor da alma humana, só existem três coisas sem as quais não se pode viver: ar, água e pão.

Convenhamos que é difícil ser uma mulher de verdade; impossível, eu diria.
Parabéns para quem consegue fingir tudo isso....

Danuza Leão

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Ainda falando sobre como blogar

Achei por meio do yahoo notícias esse site que fala sobre etiqueta virtual etc...comentários bem interessantes...Adorei o nome " garotas estúpidas" heheh.Não tive tempo de explorá-lo , mas com certeza o farei!

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"A mind lively and at ease, can do with seeing nothing, and can see nothing that does not answer."
Jane Austen

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Where so many hours have been spent in convincing myself that I am right, is there not some reason to fear I may be wrong?
Jane Austen (1775 - 1817)

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"Mas eu não quero me enontrar com gente louca". Observou Alice.
"Você não pode evitar isso". Replicou o Gato.
"Todos nós aqui somos loucos. Eu sou louco, você é louca".
"Como sabe que eu sou louca?". Indagou Alice.
"Deve ser". Disse o Gato. "Senão não teria vindo aqui".
Lewis Carroll
Alice no País das Mavilhas

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"É verdade", disse a Duquesa, "os flamingos e a mostarda são picantes. E a moral disse é... 'Pássaros da mesma plumagem andam em bandos'."
"Só que mostarda não é um pássaro", observou Alice.
"Certa, como de costume", disse a Duquesa. "Como você sabe se expressar com clareza!"
"Acho que mostarda é um mineral, disse Alice.
"Certamente, disse a Duquesa, que parecia pronta a concordar com tudo que Alice dizia. "Há uma grande mina de mostarda aqui por perto. E a moral disso é... 'Quanto mais mina para o meu lado, menos sobra para o seu'."
"oh, agora eu sei!", exclamou Alice, que não tinha prestado atenção a ess ultimo comentário. "É um vegetal. Não parece um vegetal, mas é."
"Concordo plenamente com você", disse a Duquesa, "e a moral disso é... 'Seja o que parece ser' ... ou, se você quer que eu fale de forma mais simples... 'Nunca imagine que você não é senão o que poderia parecer aos outros que o que você foi ou poderia ter sido não era senão o que você tinha sido que lhes teria parecido diferente'."

[...]

"Eu poderia lher contar as minhas aventuras... a partir de hoje de manhã", disse Alice um pouco tímida, "mas não adianta voltar atrás para ontem, porque eu era então uma pessoa diferente."

CARROLL, Lewis. Alice no país das maravilhas. Porto Alegre: L&PM, 2007.

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Dez motivos para blogar

1. Você pode (quase) tudo. Quando faltar inspiração, escreva uma lista de dez motivos para fazer alguma coisa. No final, acabará se divertindo.

2. É bom ter audiência, mesmo sem fazer idéia de quem são os leitores. Você apenas precisa aprender a lidar com essa relação meio íntima com leitores tão anônimos.

3. Com o tempo você percebe que sobrevive sem comentários. Segundo as estatísticas, apenas 1% dos leitores deixa um. Então pare de implorar pelos comentários dos amigos.

4. Blogar ajuda a organizar as idéias, exercitar a escrita e você ainda corre o risco de escrever algo realmente bom.

5. Amigos distantes, ou distanciados, se sentem próximos ao ler o seu blog. Você não precisa de orkut para se relacionar, e só se expõe se, e o quanto, quiser.

6. Você está deixando um registro histórico, da sua vida ou da sua época, embora isso pareça uma grande pretensão agora.

7. O fato de blog não dar dinheiro não é motivo para parar. Pense bem: você realmente não começou porque havia essa possibilidade.

8. Provavelmente você terá mais leitores do que se publicar um livro.

9. Você pode terminar uma lista de dez com nove itens e nenhum editor vai chamar a sua atenção.

Marta Barcellos, no

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